quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Zenaide chega de Jeep na nova casa




Ela era auxiliar de enfermagem do Serviço Especial de Saúde Pública em Parintins (AM) quando conheceu o futuro marido, o engenheiro sanitarista Cornélio Pimenta Rocha. Nessa época Zenaide estava com 23 anos. Natural de Santarém (PA), a jovem enfermeira casou e foi morar em Belo Horizonte (MG), de onde saiu para seguir o marido na epopéia da construção de Brasília. Era o ano de 1957 e ela já estava com cinco filhos. O marido foi buscá-la no aeroporto em um Jeep Willys, único veículo que resistia aos obstáculos da nova capital.

No dia em que chegou, sua casa na Vila Metropolitana ainda estava em obras. Faltava o piso e os móveis estavam sendo colocados. A casa era de madeira. O terceiro filho, Marcos, na época com quatro anos, foi logo dizendo: “eu não quero morar nessa casa de pau”. Não teve opção, morou, mas foi por pouco tempo. Logo a família mudou para uma casa no Plano Piloto, na 706 Sul, onde vive até hoje. A casa não lembra a original, já passou por três reformas.

A família foi vizinha do arquiteto Oscar Niemeyer, que morava na quadra 707 Sul, bloco M, casa 15. “Meus filhos brincavam com os netos dele”, recorda Zenaide.

Ela também lembra do dia do sepultamento do presidente Juscelino Kubitschek no Cemitério Campo da Esperança, em 1976. “Fui com meu marido e a Cacilda (enfermeira, madrinha de Moema, filha mais nova de Zenaide), era um mar de gente, todo mundo com um ramo de flores nas mãos”. Ela lembra ainda das serenatas feitas pelos engenheiros e as esposas, em noite de lua cheia, para JK, no Catetinho. “Ele aparecia na janela, as vezes de pijama, e depois descia para conversar”.

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